Hoje passei o dia introspectiva e resolvi ler minhas postagens antigas no blog e isso me fez chegar a diversas conclusões e uma delas foi de que o tempo faz a gente mudar de opinião e sentimentos. Por isso, escrevi esse texto, espero que gostem.
Primeiro amor é diferente. Diferente porque é novo e inesperado. Porque sempre que vemos algo novo não sabemos lidar com isso, somos almas vulneráveis e estáticas em relação a essa novidade. Diferente e, como um brinquedo novo, quando somos crianças, que precisamos experimentar- quase sempre de maneira incorreta. Precisamos dessa sensação em nossos olhos, mãos e ouvidos quando, na verdade, acabamos por perceber que tudo que deveríamos fazer é sentir com nosso coração e pensamento. O amor nunca é igual, existem amores que ferem, os que nos acalmam, os que nunca foram amor. A questão do primeiro amor é que ele nunca é definitivo. Nunca dura e sempre dói (dói mais que qualquer outro). Ele é o primeiro, o que nos ensina o maior número de coisas, o que nos faz cair por vez primeira. Por esses tantos motivos, não o esquecemos e nem devemos esquecer. Por esses tantos motivos o chamamos de primeiro, porque passa. E pelos mesmos motivos, os outros amores são mais reais, porém, nunca mais inocentes e delicados do que nosso primeiro.
sábado, 22 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Chuva
A chuva não é serena; é tempestade que se forma avisando a chegada da primavera. Vida calma que contrasta com as trovoadas. Vento que aqui dentro se evidencia pelo som das suas fortes e soberanas rajadas.
Segue o barco, quase que literalmente, inundações vem e vão, vão e vem. Deixando em todo seu transtorno suas marcas de sabedoria.
Chuva que um dia passa, mas sempre volta. Que dá lugar ao brilho, ás vezes quente, as vezes gélido, do impetuoso sol. Mas que tem como destino retornar e novamente em água se transformar.
Chuva, metonímia dos dias negros dessa vida.
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