terça-feira, 18 de dezembro de 2012

NOVO BLOG

Gente eu resolvi que vou mudar meu blog de plataforma, o blogger tava deixando meus posts muito bagunçados e o wordpress me proporciona a criação de um menu mais organizado e limpo. É difícil pra mim mudar afinal se despedir de alguém que a gente gosta sempre é. Mas enfim, acho que vai ficar mais fácil assim tanto pra mim como pra quem lê. 

Algumas considerações: 

1. Ainda não sei se vou acabar com esse blog ou parar de postar ou excluir, ele tem um grande valor sentimental pra mim e não consigo deixá-lo assim fácil.
2. Eu realmente espero conseguir progredir ao mudar de plataforma.
3. Qualquer crítica ou sugestão me procurem, por favor.
4. Espero que todos os meus seguidores e apreciadores daqui vão, aos poucos, se integrando com o novo blog.
5. Moro no oitavo andar, por isso o nome (antes que alguém venha me perguntar rs).
6. Sem meus leitores esse blog não seria nada, portanto, muito obrigada, de verdade.
7. Conheçam o meu novo "filho", espero muito que curtam :)

                     

                                              http://subaoitoandares.wordpress.com/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Existem livros e neles moram os versos

Existem livros e neles moram os versos.
Versos que cantam puros e encantadores amores;
Versos que versam por versar ou somente dizem das dores.
Existem livros e neles moram os versos.
Versos que surgem da alma dos escritores;
Versos sentidos pelo coração dos leitores.
Desses versos que lê sou eu o escritor e verso o que for.
Desses versos que lê sou escritor e verso eu e você, verso palavras de amor.
Existem livros e neles moram os versos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quando descobri a vírgula

Estava na sétima série quando a conheci. Lembro exatamente da sensação de querer usá-la em todas as pausas que apareciam durante a leitura dos meus textos. Eu vim do interior e lá não existem vírgulas, as pausas são naturalmente presentes nas falas e não se faz necessário demarcar aonde se deve pausar. Cidade pequena, pacata, aonde as vírgulas não são objeto de estudo e muito menos são necessárias, pois a calma e a pausa já imperam nos dias dos que ali residem. Vive-se, no interior, uma grande sucessão de vírgulas não demarcadas que estão ali presentes em toda sua aparente transparência. Todavia, ao final da minha quinta série, vim para a capital aonde as vírgulas são necessárias e rigidamente demarcadas. Não sabia usá-las por nunca precisar e demorei cerca de um ano para realmente aprender. Minha professora uma vez chegou e disse “Márcia, as pausas são as vírgulas que demonstram”. A princípio não entendi, mas a correria da metrópole me mostrou o quão necessárias se fazem esses pequenos momentos de interrupção. Esses momentos de respiro e observação. O que seria dessa correria insana se não fossem as vírgulas? Quando aprendi, queria usar de maneira incessante e quiçá errônea, simplesmente por paixão. Admito aqui meu amor pelas vírgulas, pelos momentos de pausa que um simples “risquinho” abaixo da linha pode proporcionar. Amo-as talvez não desde o primeiro momento, mas desde que aprendi sua magia, desde o dia que verdadeiramente descobri a vírgula.

sábado, 27 de outubro de 2012

Sem nem pensar


Sem nem pensar
Seu sorriso só me faz querer te amar
Seus olhos lindos quando brilham só pra mim
Os pensamentos e vontades sem fim
Destino, sorte, acaso, nem sei
Sem sua presença minha vida perderia tudo isso que hoje sei;
Ganhei
Ganhei teus olhares, teus beijos e, quando peguei sua mão,  
Espero ter começado a ganhar, aos poucos, seu coração
Assim foi comigo, desde sempre
Sabia
Iria te encontrar fosse noite ou fosse dia
Te amo
Amo diferente, talvez com mais sabedoria e pode parecer clichê
Mas, no meu mundo, desde aquela noite, só cabe eu e você.

sábado, 22 de setembro de 2012

Reflexão

Hoje passei o dia introspectiva e resolvi ler minhas postagens antigas no blog e isso me fez chegar a diversas conclusões e uma delas foi de que o tempo faz a gente mudar de opinião e sentimentos. Por isso, escrevi esse texto, espero que gostem.

Primeiro amor é diferente. Diferente porque é novo e inesperado. Porque sempre que vemos algo novo não sabemos lidar com isso, somos almas vulneráveis e estáticas em relação a essa novidade. Diferente e, como um brinquedo novo, quando somos crianças, que precisamos experimentar- quase sempre de maneira incorreta. Precisamos dessa sensação em nossos olhos, mãos e ouvidos quando, na verdade, acabamos por perceber que tudo que deveríamos fazer é sentir com nosso coração e pensamento. O amor nunca é igual, existem amores que ferem, os que nos acalmam, os que nunca foram amor. A questão do primeiro amor é que ele nunca é definitivo. Nunca dura e sempre dói (dói mais que qualquer outro). Ele é o primeiro, o que nos ensina o maior número de coisas, o que nos faz cair por vez primeira. Por esses tantos motivos, não o esquecemos e nem devemos esquecer. Por esses tantos motivos o chamamos de primeiro, porque passa. E pelos mesmos motivos, os outros amores são mais reais, porém, nunca mais inocentes e delicados do que nosso primeiro.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Chuva

A chuva não é serena; é tempestade que se forma avisando a chegada da primavera. Vida calma que contrasta com as trovoadas. Vento que aqui dentro se evidencia pelo som das suas fortes e soberanas rajadas. 
Segue o barco, quase que literalmente, inundações vem e vão, vão e vem. Deixando em todo seu transtorno suas marcas de sabedoria.
Chuva que um dia passa, mas sempre volta. Que dá lugar ao brilho, ás vezes quente, as vezes gélido, do impetuoso sol. Mas que tem como destino retornar e novamente em água se transformar.
Chuva, metonímia dos dias negros dessa vida.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Futuro

Os olhos se cruzam entre abertos. É segunda-feira. Mas ta tudo bem. Tenho trabalho que atrasei só para te olhar um pouco mais. Mas ta tudo bem.
Pego ônibus lotado com chuva, ainda não temos carro. Mas ta tudo bem.
Chego em casa cansada. Mas ta tudo bem.
Te olho, te beijo, te abraço, te sinto.
Te tenho, vivemos, amamos, estamos.
No preto, no branco, no cinza e até no lilás.
Acredite, espere, (o) futuro chegar.

domingo, 15 de julho de 2012

Quando?



Quando tudo que mais quero é te ter e tudo que menos quero é te perder; quando tudo que mais quero é seu carinho e tudo que menos quero é criar atritos. 

Quando sei o quanto significa em minha vida sem me importar e nem saber o que nos aguarda no amanhã. 

Quando estamos perto ou quando estamos longe. 

Quando só consigo te olhar e sorrir por que as palavras não se fazem suficientes para isso tudo que sinto aqui dentro. 

Quando me exalto por medo; quando você fala que está completamente apaixonada e me faz perceber que não preciso temer. 

Quando quero ser poeta, mas sou uma simples apaixonada. 

Quando as linhas que aqui escrevo não mais fazem sentido. 

Quando me perco nessa saudade e volto a me achar em alguma foto aonde vejo seu sorriso. 

Quando enumero infinitamente os momentos e choro e rio e me apaixono de novo e de novo e de novo e de novo.

Quando percebo que poderia escrever milhares de linhas somente enumerando os motivos pra dizer que não vivo sem você. 

Quando... 

Quando... 

Quando...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Amor é...



Quando o tempo para em um olhar, mas parece correr ao se estar junto. Tocar das mãos seguido de dois sorrisos sinceros. Virar criança em um segundo, não se importar com o resto do mundo. 

É não saber descrever o sentimento e tropeçar em palavras.É tentar explicar, mesmo sabendo não existir definição do verbo amar.É um suspiro, um cheiro, momento, cumplicidade e reciprocidade. 

Amor é transformar em dois, somos nós quando agimos sem pensar no depois.

Amor é a saudade no meu peito. É querer falar teu nome. É ouvir teu nome em cada esquina.

Amor é te esperar sem receios. É coragem no mar do medo, é cada frase desse enredo.

Amor é simplesmente amor, com ou sem definição (aqui, agora, amanhã, depois). 


terça-feira, 26 de junho de 2012

Verão

O inverno chegou e com ele te verei partir. Meses irão passar e com a primavera a esperança de um dia te ver voltar. Não sei quando terei a certeza de te encontrar. Sentimento, calor e paixão. Espero que dos apaixonados se torne o verão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tempo

O tempo, amor, pode parecer demorar, mas rapidamente passa. Ele também engana, veja a gente, dois meses e meio e parece que te conheço a uma vida inteira. O tempo, ah o tempo, dono de tantas verdades e mentiras dessa vida; dono das euforias das vitórias e das tristezas das derrotas; dono das decepções que nunca esqueceremos; dono das sabedorias... Ah o tempo, sem ele esse mundo não gira, os dias não passam e o amor não consegue ser construído. Passa tão lentamente quando se está longe e tão rápido quando estamos dividindo um olhar, um beijo, um carinho com quem queremos nossos dias compartilhar. Sonho, sonho com você, com a gente. Sonho com a realidade em que quero um dia acordar. O tempo, amor, pode parecer inimigo, mas, quando ele passar, seremos mais fortes. Estaremos juntas, construindo o que chamaremos de amar.

sábado, 26 de maio de 2012

Encontre

Seus olhares profundos. Encontre com eles a minha alma e meus pensamentos, entenda o que estou sentindo somente com seus olhos cor do mar. Sinta, me sinta, se sinta com nossos beijos e com as mãos me guie e ensine a confiar nas incertezas dos dias que passaremos sozinhas. A noite chegará um dia e não mais poderei segurar seus braços e passear sob as estrelas do céu de Porto Alegre. O meu passeio será na infinidade de momentos que compartilhamos, mas não quero que a distância dos continentes distancie a certeza de te querer e te gostar. Vá e volte e, se não voltar, te busco.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Palavras

Palavras. As quero ao alcance de minha boca quando sua boca estiver na minha para que cada carinho possa expressar o tudo que sinto ao ter e não ter você em minhas mãos. Mãos receosas que tentam não se apegar as ilusões dessa vida que, tantas vezes, se mostrou escorregadia e tortuosa. Pressa, dizem ser a maior culpada dos julgamentos equivocados que fazemos sobre as pessoas e situações. Não quero me equivocar uma vez mais, nem errar o caminho, pois não seria a vez primeira. Quero você, mulher que diz não ser perfeita, mas onde não consigo enxergar imperfeição. Você e esse sentimento que chegou tão rápido, mas que não quero ver ir embora. Você que sei não acreditar mais nas débeis palavras que lhe falam nessa roda de mentiras chamada amor. Só quero mostrar, mesmo que não hoje, o quanto posso te fazer esquecer das sinuosidades e erros, o quanto posso te mostrar a felicidade simples de um sorriso. Mulher que não se diz perfeita, só quero que saiba que saberei te fazer feliz.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

E mais uma vez o preconceito...

   Estou acostumada a escrever textos em tom de poesia, prefiro falar sobre aquilo que existe em minha alma. Existem tantos outros blogs e plataformas que visam pregar a justiça, a igualdade e o respeito. Enfim, faz tempo tento retirar o foco dos meus textos dessas questões delicadas que envolvem o dia-a-dia daqueles que são abertamente homossexuais. Porém, hoje me deparei com uma situação que fez com que eu sentisse tanta indignação que não me deixa calar, sinto quase uma obrigação de expressar essa mistura de raiva, ódio e repulsa que tenho dentro de mim.
   Pois bem, tenho vinte anos e sei que pode não parecer, mas já vivi muitas situações de preconceito quanto a minha orientação sexual. No colégio, o fato de ser gay era motivo de risada de muitas meninas e meninos que achavam engraçado me chamar dos mais diversos apelidos e me tratar como se eu fosse menos que um inseto que eles poderiam esmagar com um simples gesto ou olhar de ódio. Era uma fraca menina naquela época, mas me fiz crescer mais rápido e me fiz mais forte para aguentar as "pauladas" que eventualmente a vida nós dá. Pensei em tirar minha vida algumas vezes, mas descobri na poesia a forma de me reerguer e refazer diante de tantas incoerências e maldades. A minha fé nas pessoas para sempre estará abalada, pois as cicatrizes que são deixadas em nossas almas são mais fortes do que as deixadas na nossa pele. Talvez a recuperação nunca seja plena, mas sei que a fortaleza que hoje tenho se deve, em grande parte, a esses momentos de derrota, pois ser guerreiro é fácil, mas hoje eu sou mais, sou vencedora e só vence aquele que caiu e teve a força e coragem para levantar e enfrentar mais uma batalha.
Mesmo assim, ainda existem momentos que preferia não presenciar, mas somente presenciando-os, posso acreditar na veracidade dos mesmos. O que eu ouvi hoje foi de tal forma absurdo que não sabia esboçar reação. Eis o fato:
   Lembra que falei que tinha 20 anos? pois é, foi hoje mesmo que entrei na casa dos 20. Tive uma tarde maravilhosa, com uma companhia perfeita e um dia friozinho e ensolarado, bem típico do outono porto alegrense. Tomei um café, conversei por horas (só conversei, claro) e quando chegou o momento de me despedir foi aquela enrolação típica de quando se gosta de alguém. Esperei meu ônibus na parada e como sempre demorou. Dentro dele estava uma amiga minha acompanhada de algumas amigas dela, cumprimentei, recebi os parabéns e fui, como de hábito, me sentar no fundo do ônibus, perto da porta. Umas duas paradas depois, um homem e uma mulher aproximadamente da idade de meus pais que aparentemente não se conheciam se preparavam para descer, foi quando ele começou a puxar um assunto que me deixou pasma. Não vou lembrar das exatas palavras, mas, resumidamente, comentou sobre o exagerado número de "sapatões" naquele ônibus (deveriam ter umas cinco) e ainda complementou durante os minutos que ficou ali parado na porta (dessa vez eu lembro das palavras):
 " [...] deveriam era exterminar essa gente, fazer que nem fizeram na Europa no tempo do Hittler, sabe? Eu sou meio nazista mesmo, não me importo de admitir que não gosto dessa gente. Isso é mais do que errado, não sei como o governo deixa elas andarem nas ruas, por mim fuzilava elas todas naqueles paredões e ainda levava junto os viados, negros e mais uns tipinhos que não tem utilidade."
   Ele saiu e eu não preciso comentar que fiquei em estado de completo choque, totalmente pasma com uma cena que, se me contassem, não acreditaria se passar no ano de 2012. Foi quando uma outra menina se virou pra mim e eu disse: "Pois é, tem gente que não quer nos deixar viver né?" e uma senhora complementou: " Vocês são muito mais gente do que 'essezinho', não se preocupem".
   Enfim, meu texto foi bem mais denso do que os que posto normalmente, mas não poderia deixar de registrar esse absurdo pelo qual passei. Não sei definir o que exatamente senti ao ouvir palavras tão duras, foi como se me atirassem um "balde de ódio" no meio da minha cara, como se me derrubassem no chão e continuassem me chutando, foi horrível. E, quando digo horrível, não me refiro somente a ofensa que eu e as outras meninas sofremos, me refiro também ao choque de realidade que mais uma vez sofri. Todos os fatos que lemos nos jornais ou vemos na televisão sobre pessoas sendo espancadas somente por serem homossexuais parecem tão distantes de nós que as vezes esquecemos que um dia, somente por entrar no mesmo ônibus de um maluco (sim, me dou ao direito de chamá-lo assim) como esse, podemos sofrer algum tipo de violência também. Mesmo que, no meu caso, tenha sido "somente" verbal.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Paixão?

Paixão? em um segundo. Suspiro profundo, olhar fixo de um alguém qualquer. Sorrisos, beijos, o simples tocar das mãos, dois corpos em um abraço. Paixão, tênue, avassaladora. Paixão, coração acelerado, descompasso de almas que se perdem no momento em que se encontram. Destino? Certezas? Tentativa de provar para si mesmo que ainda pode ser bom sentir as loucuras mais belas dessa vida errada. Quem sabe a chance de acertar...

domingo, 8 de abril de 2012

Apaixonar-se

Incertezas deixadas para trás. Deixadas nas lembranças de quem um dia sonhou em realizar o sonho improvável do amor. Olhares e carinhos sintonizam mais do que as palavras que pretendem decifrar e conhecer. A música vira suspiro e a melodia vira ar, o mesmo ar que parece faltar quando as mãos se encontram no desconhecido espaço da escuridão. Céu de estrelas e lua onde somente uma brilha mais forte e prende sua atenção.

domingo, 25 de março de 2012

Rimas

Desilusão, fruto dos desafetos de páginas sem rumo. Escrevo sobre o apocalipse de uma jovem que tenta não sucumbir diante de tantos erros e desencontros. Quando falo através de palavras, esqueço de falar através da voz. Quando canto através desses textos, o mundo ouve um pouco de tudo aquilo que sinto não saber explicar. A esperança de que o entendimento venha até mim é o que move as montanhas e ameniza o sofrimento dos caminhos tempestuosos em que a vida, por vezes, insiste trilhar. Faço uso das palavras e elas me concedem as frases que fazem a rima descompassada dessa minha simples e complicada vida.

domingo, 18 de março de 2012

Erros

O agora já passou e de tão rápido nem vestígio deixou. Tempo, tempo que vai para não voltar. Tempo que inexiste entre os dedos mortais da imortalidade da nossa já quase esquecida existência. Perceber que as palavras vão para não voltar e os momentos vividos nesse segundo já no próximo serão passado. Perceber o imperceptível e ver o invisível pode não ser possível. Isso faz de nós seres humanos. Seres que erram e erram para um dia aprender, um dia conseguir vencer as batalhas que, aos poucos, destroem as esperanças e crenças que ao longo de nossa caminhada construímos. O sangue que derramamos forma as linhas e escreve as palavras que nos protegerão das sombras da desilusão.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Esperar ao lado teu

O dia chega quando percebemos não mais a necessidade de perceber. Um gesto, mais que palavra; o tempo, mais valioso bem nos relacionamentos humanos. Fala entre olhares trocados em minutos tênues constroem mais do que a fala das palavras. Espero e esperar é a arte dos que já viveram o ato de não esperar. A arte dos que já foram, um dia, crianças apaixonadas e afoitas. Esperar, palavra que contigo aprendo e noto que, ao contrário do que pensava, não é a demonstração da falta da desordem da paixão, mas, sim, a certeza da existência do amor futuro.

domingo, 11 de março de 2012

Sentimento

Quando penso em quanto já se faz necessária a sua presença em minha vida é quando percebo o quão difícil é continuar com você. Nesse jogo que me encontro só a desilusão vem como prêmio das noites em que os olhos não fecharam pensando nos olhares, abraços e beijos que um dia foram meus. Não os quero, não por que não gostaria de querer, mas, sim, por que com eles vem a complicação dos outros abraços e olhares que nunca vão ser meus. Tento entender e relevar, mas não faz bem assim continuar. Os olhos se transformam e transbordam como que avisando a tristeza que a alma carrega por não começar o que poderia ser o início de um novo amor. A vida reserva muitas surpresas e as vezes aquela pessoa que não era para ser se torna a pessoa certa e é essa certeza de que a pessoa certa chegou no momento errado que te faz entender, da pior maneira possível, que não existe dor maior do que impossibilidade de se ter quem se quer.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ode (eu fiz o texto e a poca me ajudou com idéias)

Pessoas, laços tênues que as unem em gestos simples como o alcançar do chimarrão. Um sorriso doce que vem como retribuição sorvendo o paladar amargo que passa de geração em geração. A rima imperfeita da vida, aprendida desde criança, nos braços da mãe balança o futuro da tradição.
Aprendendo de pequeno, pouco a pouco, mão direita pega a cuia e repassa. O olhar trocado, as trovas do passado. 

Tudo volta como raio e trovão, erva-mate: cultura, verdejar dos campos que um dia os povos traçaram para construir o Rio Grande. Estado dos bravos, guerreiros que com o olhar de criança um dia viram na esperança o futuro libertar.

Num simples momento de silêncio observo que o tempo não consegue acabar, mas somente aumentar o orgulho do gaúcho que troca o campo pela cidade, mas não deixa de guerrear com a mesma lealdade por aquela liberdade que um dia foi imaginada. Chimarrão, do campo ou da cidade, tradição passada de mão em mão.

terça-feira, 6 de março de 2012

Outono

O ar que inspiro inspira a alma ainda condenada por tristes marcas do passado. O ar que inspiro inspira o futuro promissor e o presente que construo a cada passo. Ainda é verão, mas os dias de outono cada vez mais perto se encontram e com eles chegam a esperança de te encontrar em um momento de felicidade. Felicidade que só esse sorriso que ainda não vim a conhecer pode me trazer.  Quero o outono e sua esperança de renovação, quero o prenúncio de um inverno aonde posso em seus braços me refazer

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quando ainda jovem

Em cada olhar, gesto e sorriso as palavras se desprendem e se fazem esquecer. Infindáveis momentos de breve silêncio em que achamos as respostas para as perguntas que antes nem ao menos existiam. Silêncio ruidoso das emoções que afloram, pensamentos que vem de lugar qualquer que não a mente. Quando ainda jovem, coração apaixonado sonha alçando voo como quem não teme a mais temível das quedas. Quando ainda jovem, a liberdade tem outro nome e encontrada é em cada beijo e em cada abraço. Nos braços de uma menina que pensávamos ser mulher.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Vida

Eterno é o temor que temos de descobrir que nada para sempre dura. Pedaços emendados de um coração que ainda jovem se perdeu em muitas trilhas de ternura. O amargor de um final aonde não existe fim e a delicadeza de começos que nunca começarão. Levado como vento pela alma sonhadora, se esvai em cada pedaço que um dia tentaremos reencontrar em outro alguém. Amor que com promessas realimenta o sonho. Sonho infindável, promessas descabidas com as quais desafiamos a morte e vivemos a vida.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ainda menina







Menina dos misteriosos olhos, lindos olhos em que me perdia.


Menina que tanto queria e pensava que em mim nada percebia.


Ainda menina, os anos estão em mulher te transformando.

Ainda menina que me faz novamente desejar, saiba que é detentora dos sonhos de outra quase mulher que te olha como se nunca outra houvera olhado.

Musa que inspira palavras e sentimentos e as vezes me alucina.


Menina, quase mulher. Aquela que me fascina.