É incrível como as palavras podem machucar mais do que qualquer gesto físico. A raiva por não poder fazer nada a respeito é o que me enraivece por completo. Sei que de nada adianta brigar em uma luta perdida, de nada adianta fracas palavras solitárias em meio a tantas outras poderosas frases de ódio que me são ditas. Tento ainda encontrar a força suficiente para relevar tais atos, pensar que essas mesmas pessoas que me julgam por ser feliz e aceitar quem eu sou ainda não conseguiram achar felicidade suficiente para perceber que aquilo que importa é se sentir completo; é achar alguém que te faça sentir capaz de qualquer ato; é achar alguém para se amar independentemente dos defeitos, qualidades, humores e diferenças. Achar a pessoa certa para essa vida errada e ser feliz assim, do lado de quem se ama não interessando o que o irão pensar a respeito disso.
Pode parecer improvável que o que escrevo mude o jeito de pensar e agir do mundo, nem é isso que eu quero. Mas é que o escrever me liberta. Afinal, são essas insensatas palavras jogadas ao vento que me fazem escrever e me fazem tentar melhorar o que a esperança já não mais é capaz de acreditar ser passível de melhora.
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