Pessoas, laços tênues que as unem em gestos simples como o alcançar do chimarrão. Um sorriso doce que vem como retribuição sorvendo o paladar amargo que passa de geração em geração. A rima imperfeita da vida, aprendida desde criança, nos braços da mãe balança o futuro da tradição.
Aprendendo de pequeno, pouco a pouco, mão direita pega a cuia e repassa. O olhar trocado, as trovas do passado.
Tudo volta como raio e trovão, erva-mate: cultura, verdejar dos campos que um dia os povos traçaram para construir o Rio Grande. Estado dos bravos, guerreiros que com o olhar de criança um dia viram na esperança o futuro libertar.
Num simples momento de silêncio observo que o tempo não consegue acabar, mas somente aumentar o orgulho do gaúcho que troca o campo pela cidade, mas não deixa de guerrear com a mesma lealdade por aquela liberdade que um dia foi imaginada. Chimarrão, do campo ou da cidade, tradição passada de mão em mão.
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